8 de nov. de 2009


















DEPOIS QUE PARTIU!

e fosse falar de saudade
não faria outra coisa noite e dia...
É coisa que chega de repente
numa doce nostalgia!


Nossos beijos, nosso amor...
Segredos ditos entre quatro paredes!
O suor dos nossos corpos em calor,
depois de matarem suas sedes...


Da nossa fala telepática!
Quanto a gente se conhecia...
Bastava o encontro do nosso olhar,
para prosas que ninguém via!


Sorrisos, lágrimas...
Derrotas e vitórias !
Banhos de chuva perdidos,
no fundo de nossa memória...


Bilhetes de amor esquecidos,
em cantos, propositais!
Saudade dos sonhos nascidos,
nos frescor dos madrigais...

Impossível não falar de saudade,
quando as melodias tocam nos salões...
e casais dançam de rostinhos colados,
juntando também os corações!


Impossível não falar de saudade
quando as ruas ainda seguem esquecidas...
Nos jardins solitários botões,
ainda a clamarem por oferendas perdidas!

Não faço outra coisa!
Sem que perceba, é verdade...
Depois que partiu, fiquei com olhos
de corrente rio,
só falo de saudade!
(José Geraldo Martinez)

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