Poesia Viva
A poesia
é um fio
que sustém
o meu sorriso
desde sempre
e para sempre!
Mesmo quando
eu era areia
e o mar se afogava
no meu colo.
Mesmo quando
eu era rola
de olhos de espanto.
Mesmo quando eu era láparo
a correr de toca em toca
e só via mato cerrado à volta!
Mesmo quando eu era eco
dos encerrados vivos mortos
nas prisões das borboletas.
Mesmo quando foi Abril
e desabrochei com os cravos!
Mesmo no tempo dos liláses nos meus olhos...
Soa dentro de mim, balada.
Soa dentro de mim, búzio, som de mistério,
magia que fica a pairar...
Música viva!
Impulsiva sonho e escrevo.
(Maria Petronilho)
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