31 de mai. de 2010

 















Vem que me abro
Por ti me esculacho
Torno-me bandida
Mulher da vida
Beijo tua boca
Como uma louca.
Desço para para teus peitos
Forte
Cabeludo
Tesudo.
Viajando vou
Pelos caminhos do amor
Explorando o umbigo
É um perigo
Enfio minha língua
Descaminho
Ninho.
Teu cheiro em minhas narinas
Vitamina
Me contamina.
Estou no caminho certo
Vejo o pássaro cantador
Não há homem que consiga
Ser o seu imitador.
Ele surge da floresta
Para ele tudo é festa
Não sabe que uma Felina
Brava que alucina
Vai abocanhá-lo
No calor aninhá-lo.
Matará a fome
Come…
Lambe…
Suga…
Seca…
Queda…
Esfrega, esfola
Rala
Entala.
Trança na retranca.
Orgia
Folia
Suando
Quente
Rangendo os dentes.
Retorces de prazer
Faço-te alucinar
Com meu traseiro para teu rosto, ao me virar.
Revelo-te coisas mágicas
Poesias de muitas cores
Desejas experimentar
De cada canto meu
Todos os exóticos sabores.
Sinto teus dedos e língua me excitando
Penetrando
Num delírio de volúpia
Delirante
Desesperada
Perdida.
Profunda Estocada
Minha seiva em ti derramada… 
(Graça da Praia das Flecha)

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