SOLIDÃO
Sempre ao cair da tarde
sinto-me só
A solidão me atormenta
e pesa em mim.
E tu onde estás?
Com quem conversas?
Estarás como eu, sozinha, infeliz assim?
Acredito que não,
melhor então pra mim
Me afogar nas tristezas da vida
Com a alma
sangrando, partida.
Totalmente sufocada
e submersa.
Sendo privilégio
dos que amaram
Sofrer o abandono
do ser amado
Que como um rio foi
ao seu destino
Encontrar-se noutros mares
Muito além,
num cruel desatino
E eu?
Que fazer para menos sofrer?
Esquecer a dor
de ter amado?
Não posso.
É-me impossível realizar
O sonho de não estar só. Morrer?
Quem sabe,
apagará em mim a lembrança
Desse ser infeliz que viveu, amou e chorou
Pagando caro por tanto
ter-se doado .
Nesta vida terrena,
marcada pela dor.
Contudo,
outros crepúsculos surgirão
Sempre ao cair da tarde
estarei esperando
Eu e a minha
inseparável SOLIDÃO!!!
(Stella De Benedictis)

Nenhum comentário:
Postar um comentário